Ecopontos instalados em Nova Iguaçu mudam comportamento em relação a destinação final do lixo

Os nove ecopontos instalados em locais estratégicos (onde a população costumava jogar lixo no chão) na região de Tinguá já começam a dar resultados significantes. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Econômico e Turismo de Nova Iguaçu, há uma redução de lixo despejado de forma irregular.  O projeto é destinado à coleta seletiva de resíduos sólidos, com foco em resíduo domiciliar, que costumam ser descartados irregularmente pela cidade. Outros dois ecopontos foram instalados em Morro Agudo e na Avenida Coronel Bernardino de Melo. A ideia é descentralizar o projeto e espalhar por todo o município.

“A ideia dos ecopontos é atuar em locais onde há pontos de descartes indevidos de resíduos. O resultado do trabalho é motivador, pois a população gostou do equipamento, se preocupa com a educação ambiental, não está jogando lixo no chão e cuida da jardinagem que está em torno dos ecopontos, ou seja, está participando. Tinguá é o nosso laboratório, mas nosso grande objetivo é levar para toda a cidade. É um projeto experimental. O jardim deixa o ambiente mais harmônico”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Econômico e Turismo de Nova Iguaçu, Fernando Cid.

Ainda de acordo com Cid, Tinguá foi escolhido por ser uma área de proteção ambiental e que recebe um grande número de visitantes.

“O lixo descartado de forma irregular causa uma péssima impressão, além dos impactos ambientais negativos”, frisou o secretário.

Os ecopontos estão implantados em locais estratégicos onde os moradores da localidade estão acostumados a usá-los como lixeiras.  O projeto tem como parceiros a Empresa de Limpeza Urbana (EMLURB), a Companhia de Desenvolvimento Econômico (CODENI) e a Secretaria de Infraestrutura.  Os ecopontos estão dentro do planejamento do Plano Verão, que inclui outras ações como ordenamento urbano, combate a poluição visual e reforço na segurança. Outros cinco serão instalados até o fim do ano

“Antes de instalar o Ecoponto na minha rua, encontrava lixo espalhado, muito rato e até cobra. Ainda tinha proliferação de mosquitos da dengue. Era tudo sujo e o lixo ficava jogado e alguns ateavam fogo, que atingia até as árvores. O importante é que a população está colaborando e despejando o lixo nos locais corretos. Estou conscientizando os meus vizinhos”, avisou a dona de casa, Simone Ferreira da Silva, de 45 anos, moradora da Rua A, em Tinguá.

Outro que aprovou o projeto foi o ajudante de pedreiro Antônio Carlos Rosa de Oliveira, 45, que segundo ele, após a instalação dos ecopontos, tem notado as ruas de Tinguá mais limpas.

“As ruas não estão mais sujas com lixeiras a céu aberto. O povo percebeu que precisa cuidar de seu bairro, ainda mais aqui que é um lugar lindo, onde tem uma reserva biológica e cachoeiras”, contou.

No ano passado, a prefeitura inaugurou o primeiro ecoponto da cidade, localizado na Rua Coronel Bernardino de Melo 5.000, no bairro da Luz. Nos quatro primeiros meses do projeto, o espaço já tinha recolhido 502 pneus inservíveis para reciclagem. 

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