Fluminense adota plano B para viagem a Potosí; Conmebol confirma jogo

O Fluminense já tem um plano B para a partida da próxima quinta-feira, contra o Nacional Potosí, da Bolívia, pelo jogo de volta da 1ª fase da Copa Sul-Americana. Com o fechamento do aeroporto de Sucre, onde faria aclimatação, e os bloqueios na estrada para Potosí em razão de protestos na região, o clube ficará em Santa Cruz de la Sierra, onde já faria escala, até o dia da partida. A delegação subirá para Potosí apenas na quinta-feira, em voos fretados. O aeroporto local é pequeno, não recebe voos de carreira e só permite pousos de aeronaves de pequeno porte.

O clube aguardava uma posição da Conmebol desde a noite de segunda-feira a respeito da realização da partida em Potosí. Mesmo sem resposta da entidade, decidiu manter a programação e viajar para Santa Cruz de la Sierra, onde treinará no CT do Blooming quarta-feira. A confederação sul-americana só deu um retorno ao Flu nesta terça, confirmando a realização da partida normalmente.

Os jogadores treinaram na manhã no CT Pedro Antonio e seguiram para o Aeroporto do Galeão, onde embarcam para a Bolívia. Em coletiva, o diretor de futebol Paulo Autuori demonstrou preocupação com a segurança e citou a tragédia da Chapecoense.

A mudança atrapalha os planos do Fluminense para se preparar para a altitude de 4.064m de Potosí. Os jogadores fariam a aclimatação em Sucre, que possui 2.819m de altura. Santa Cruz de la Sierra fica no nível do mar.

Entenda as manifestações em Sucre

As manifestações devem-se a uma disputa pelos valiosos royalties da importante reserva de gás de Incahuasi, segunda maior da América do Sul, localizada no limite entre os departamentos de Santa Cruz e Chuquisaca, cuja capital é Sucre, também capital constitucional da Bolívia.

Ambas as regiões defendem que a reserva está em seus respectivos territórios. A briga é antiga. Em 2016, um estudo técnico por uma consultora canadense decretou que 100% da reserva é localizada em Santa Cruz. Chuquisaca não aceitou a validade do estudo. O caso foi à Justiça, que determinou, em março do ano passado, que a estatal boliviana tinha 30 dias para encomendar um novo estudo. No entanto, mais de um ano se passou e nada aconteceu, o que motivou nova onda de protestos.

No começo da noite de segunda, o governo boliviano propôs uma nova verificação dos limites da reserva de gás, além de incentivar outros projetos para o departamento a qual Sucre pertence. Os representantes de Chuquisaca analisarão a proposta em uma assembleia nesta terça-feira.

 

 
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