Prefeitura pede que motoristas evitem bairros do Centro e Zona Sul

Por causa da manifestação dos taxistas, o Centro de Operações Rio (COR), da prefeitura, emitiu um alerta, às 17h45, pedindo que a população evite o deslocamento de carro nos bairros de acesso ao Túnel Rebouças. Por volta das 16h40 desta quinta-feira, os manifestantes fecharam a galeria sentido Centro. Por isso, a região do Rio Comprido e os bairros do Humaitá, Lagoa e Botafogo devem ser evitados pelos motoristas pelas próximas duas horas, de acordo com a orientação do COR. A prefeitura pede que a população utilize o metrô para se deslocar entre Centro e Zona Sul ou adiar o deslocamento.

A CET-Rio montou um plano de contingência do Túnel Rebouças. Por volta das 18h20 foi liberada a galeria entre a Lagoa e o Cosme Velho. No entanto, a faixa reversível entre o Cosme Velho e o Rio Comprido foi mantida. Há congestionamento nos acessos à via, nos dois sentidos.

Por volta das 18h15, era registrada retenção em toda a extensão do Elevado e da Avenida Paulo de Frontin, em direção ao Rebouças, na Avenida Francisco Bicalho, Viaduto do Gasômetro e Avenida Brasil (São Cristóvão), sentido Centro; Linha Vermelha, em São Cristóvão, sentido Centro. Na Zona Sul, o congestionamento em direção ao túnel atinge toda a extensão da Rua São Clemente; Rua Humaitá; Avenida Epitácio Pessoa, desde o Parque da Catacumba; e Avenida. Borges de Medeiros, ao longo da via.

Desde a manhã os taxistas protestam pelo Rio. Eles saíram de cinco bairros do Rio — Barra da Tijuca, Copacabana, Méier, Benfica e Ilha do Governador — e seguiram em carreata e também a pé para a sede da prefeitura, na Cidade Nova, e, depois, para Botafogo. Pela manhã, o engarrafamento na cidade chegou a 100 quilômetros - quase 50% maior do que o registrado diariamente, de 70 quilômetros.

De acordo com Alexandre Rezende, diretor do Sindicato dos Taxistas, a categoria quer a mudanças na regulamentação dos aplicativos de carros particulares - como Uber, Cabify e 99 - por Lei Municipal, para que a concorrência seja mais leal. Os manifestantes defendem a limitação do número de carros que prestam serviço a essas empresas. Eles também pedem a continuidade da distribuição das autonomias para os motoristas auxiliares.

PRINCÍPIO DE CONFUSÃO

Houve um princípio de confusão em frente à sede da prefeitura. O carro de som dos manifestantes pedia para que os motoristas desobstruíssem a Avenida Presidente Vargas. No entanto, a movimentação só aconteceu depois que policiais militares se deslocaram em direção aos veículos. A prefeitura fechou o portão principal de acesso ao prédio e teve a segurança reforçada pela PM. Taxistas que não aderiram ao movimento chegaram a ser agredidos por seus colegas. Os grupos mais exaltados também atiraram ovos nos carros de quem não participava da carreata.

 

No Centro, pela manhã, duas faixas da Avenida Francisco Bicalho foram ocupadas por manifestantes, causando congestionamento no trânsito desde a descida do Viaduto do Gasômetro. A bordo da linha 2344, a estudante de Administração Isadora Gomes, moradora da Ilha do Governador, lamentou os atrasos:

— Levei 50 minutos do Gasômetro até a Prefeitura. Cheguei ao trabalho com uma hora de atraso — conta.

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