ONU: Mundo reduziu quase pela metade as mortes por aids desde 2005

Um novo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) revela uma queda de quase 50% no número de mortes pela doença desde 2005, quando 1,9 milhão de pessoas perderam a vida por causa da epidemia em todo o mundo. No ano passado, foram apenas 1 milhão de pessoas. A informação é da ONU News.

Além disso, o tratamento avançou: mais da metade dos 36,7 milhões de soropositivos estavam recebendo medicamentos contra o vírus em 2016. Isso representa 53% de pacientes tomando antiretrovirais e com uma "expectativa de vida quase normal".

O vice-diretor executivo do Unaids, Luiz Loures, em Nova York, alertou contudo que os progressos não devem servir como desculpa para baixar a guarda no combate ao vírus. "Com decisão política, com o envolvimento de comunidades e com os recursos necessários, cada vez mais nós estamos convencidos que podemos chegar ao fim da epidemia”, falou.

Segundo ele, a boa notícia hoje é em relação ao avanço espetacular no tratamento da doença. “O número de pessoas tratadas hoje no mundo é quase de 20 milhões, o que nos dá sem dúvida a esperança. Nós estamos no ritmo para se alcançar a meta  de ter 30 milhões de pessoas em tratamento em 2020, para a partir daí chegarmos a 2030 com essa epidemia sob controle."

África lidera

Os objetivos das Nações Unidas para o combate a Aids conhecidos pela sigla 90-90-90 pretendem que pelo menos 90% das pessoas com HIV sejam diagnosticadas, 90% destas recebam a terapia e que desse grupo 90% de pessoas tenham a infecção suprimida até 2020. Atualmente o desempenho alcançado é de 70-77-82 respectivamente.

O documento da Unaids indica que a África lidera o caminho na redução de novas infecções por HIV, ao baixar esse índice em cerca de 30% desde 2010. Desde esse período, Malauí, Moçambique, Uganda e Zimbábue reduziram as novas infecções em quase 40%. Contudo, de acordo com o relatório Fim da Aids: Avanços em direção às metas 90-90-90 o tratamento inadequado causou um aumento acentuado de mortes no norte da África, no Oriente Médio, na Ásia e na Europa Oriental.

Segundo o documento a expectativa de vida dos soropositivos aumentou em 10 anos na última década.  Luiz Loures destacou o exemplo do Brasil, que foi pioneiro nos sucessos de combate à epidemia.

"Em quase todos os países existe o desafio das novas infeções entre jovens. Mas essa é uma tendência mundial que tanto na África, no Brasil, na Europa ou nos Estados Unidos merece atenção especial. Se eu vejo hoje a epidemia da Aids entre jovens, eu diria que é mais global do que nunca. Nós estamos observando um risco acentuado em relação à epidemia entre jovens em todos os países, independente se eles estão no norte ou no sul."

O número de mortes vinculadas à aids na América Latina diminuiu, em 12% entre os anos 2000 e 2016, apesar dos dados preocupantes em países como a Bolívia, Guatemala, Paraguai e Uruguai.

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Organização Mundial da Saúde realça liderança do Brasil no controle do tabagismo

Relatório divulgado hoje (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra e Nova York afirma que uma em cada 10 mortes por doença no mundo é causada pelo fumo, apesar de 4,7 bilhões de pessoas, o equivalente a 63% da população mundial, ter acesso a advertências contra o uso do tabaco. Por conta disso, o órgão sugere o aumento de políticas de controle do produto a nível mundial. A informação é da ONU News.

Entre as medidas propostas estão uma maior divulgação de imagens e gráficos de advertência sobre os riscos do tabaco e o estabelecimento de lugares públicos livres do fumo. Segundo o oficial técnico do Secretariado da Convenção Quadro da OMS sobre o Controle do Tabaco, Rodrigo Santos Feijó, hoje o número de pessoas informadas sobre os riscos do fumo representa 3,6 bilhões de pessoas a mais que em 2007.

O documento Epidemia Global de Tabaco 2017 alerta que, num esforço conjunto, os países podem ajudar a evitar milhões de mortes todos os anos por causa do fumo ou de doenças associadas ao seu uso. Diz ainda que, desde 2007, as políticas abrangentes de controle do tabaco quadruplicaram.

Brasil na liderança

Segundo Feijó, o relatório da OMS apresenta o Brasil, mais uma vez, como um líder mundial no controle do tabagismo. "O país aparece como um dos oito que conseguiram, dentro do grupo de nações de rendas baixa e média, implementar quatro ou mais dessas medidas [de controle] efetivas no seu mais alto grau. Então, o Brasil continua aparecendo como uma liderança e uma referência para outros países no cenário global, no que se refere ao controle do tabagismo."

A Organização Mundial da Saúde  afirma que a indústria do tabaco impede tentativas de governos de implementar medidas contra o produto. E que políticas efetivas de controle ajudam a economizar bilhões de dólares com gastos de saúde e a perda de produtividade de vítimas do tabaco.

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, governos de todo o mundo devem incorporar as orientações da Convenção-Quadro sobre Controle de Tabaco da ONU nos seus planos nacionais.

Comércio ilegal

Ghebreyesus acredita que o comércio ilegal de tabaco está agravando o tabagismo. Segundo a OMS, a cobertura atual de 63% da população envolve pelo menos uma medida de controle do tabaco, daquelas previstas na Convenção da agência sobre o tema.

A OMS lembra que, desde 2008, existe um conjunto de diretrizes chamado de Medidas Mpower para promover ações de governos em seis estratégias de controle. Entre elas, o aumento nos impostos sobre o produto e a proibição de anúncios e propagandas assim como patrocínio de eventos por empresas de tabaco.

As demais medidas são o monitoramento de medidas de uso e prevenção, proteção das pessoas do fumo passivo, ajuda para quem quer deixar de fumar e mensagens de advertência sobre os perigos do tabaco que ainda causa grande número de mortes no mundo. O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, embaixador global da OMS para doenças crônicas, disse que esse quadro pode mudar com o auxílio de medidas eficientes de prevenção e alerta.

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Garoto de 9 anos tropeça e descobre fóssil de um milhão de anos

O norte-americano Jude Sparks estava apenas brincando de se esconder quando encontrou um parente do mastodonte

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Uruguai começa a vender maconha de uso recreativo em farmácias

O Uruguai começou a vender, nesta quarta-feira (19), maconha para uso recreativo nas farmácias como resultado de uma lei pioneira de 2013.

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Encontro reúne profissionais com ideias para transformar a saúde

Durante este final de semana, aconteceu na cidade de São Paulo o encontro denominado Rede dos Talentos da Saúde 2017. Representantes de vários setores da saúde foram convidados. O único secretário de saúde a participar da atividade foi o alagoano Aérton Lessa.

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Dor crônica afeta 37% dos brasileiros, de acordo com estudo nacional

Levantamento entrevistou 919 pessoas de todas as regiões do Brasil. Sul teve a maior prevalência do problema, enquanto Centro-oeste teve a menor.

 

 A dor crônica faz parte do cotidiano de 37% dos brasileiros, segundo um estudo apresentado no Congresso da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor (Sobramid) esta semana.

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5 previsões feitas por Bill Gates em 1999 que são realidade hoje

"Profecias" do bilionário fundador da Microsoft, como TVs inteligentes e redes sociais, estão em livro publicado há 18 anos.

A genialidade do americano Bill Gates não é apenas reconhecida pela criação da gigante de tecnologia Microsoft.

 

Em 1999, o bilionário publicou um livro em que fez previsões que de fato são realidade hoje em dia. Em "Business @ the Speed of Thought" ("Negócios na velocidade do pensamento", em tradução livre), Gates orienta empresas sobre a melhor forma de usar a tecnologia para catapultar seus negócios no século 21.

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Sonda da Nasa sobrevoa Grande Mancha Vermelha de Júpiter nesta segunda

Pouco mais de um ano depois de entrar na órbita de Júpiter, comemorado no último dia 4, a sonda Juno, da Nasa, se prepara para um dos momentos mais aguardados da missão: o sobrevoo, nesta segunda-feira, da Grande Mancha Vermelha, uma imensa tempestade com cerca de 16 mil quilômetros de diâmetro, maior do que a Terra, que assola o Hemisfério Sul do planeta há pelo menos 350 anos e é monitorada desde 1830.

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Relatório mostra Brasil perto de padrão positivo no combate à tuberculose

Dos 29 países que correspondem a 82% da carga global de tuberculose, ou seja, que apresentam o maior número de casos da doença proporcionalmente à população, o Brasil está mais próximo do padrão positivo de políticas para o setor. Isso significa que o país está mais de acordo com as recomendações internacionais, adotando ou tentando implementar políticas sugeridas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e mostrando avanço nas melhores práticas. O Brasil, por exemplo, usa tecnologias mais modernas para o diagnóstico da doença e inicia o tratamento nas unidades básicas de saúde, conforme sugerido pelos órgãos internacionais.

Essa é uma das conclusões da terceira edição do relatório Out of Step (Descompasso, em português), divulgada hoje (5) pela organização médico-humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e a Stop TB Partnership. O documento destaca a necessidade de os governos aumentarem os esforços de combate à tuberculose que, em 2015, matou 1,8 milhão de pessoas no mundo.

O médico Felipe Carvalho, da Campanha de Acesso a Medicamentos da MSF, observou que o relatório apresenta dois fatos alarmantes. Um deles é que 40% das pessoas com a doença não estão recebendo sequer o diagnóstico. “Essa é uma lacuna terrível, levando em conta que a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata no mundo. É muito grave”.

O trabalho mostra ainda que apenas sete países (Armênia, Belarus, Brasil, Geórgia, África do Sul, Suazilândia e Zimbábue) avançaram no sentido de usar as ferramentas mais modernas e eficientes de diagnóstico disponíveis atualmente, que incluem o teste molecular rápido Xpert MTB/RIF. “O Brasil está entre esses países”, disse Carvalho. Com base na diferença entre a incidência estimada de tuberculose e os casos que foram notificados, verificou-se que 4,3 milhões de pessoas com a doença não foram diagnosticadas em 2015.

Medicamentos novos

O documento chama a atenção para o fato de que apesar da existência de medicamentos novos, desenvolvidos contra a tuberculose, principalmente para as formas resistentes, que causam mais mortes, do total da população que poderia receber esses produtos no ano passado, “só 5% receberam até hoje, no mundo inteiro”, disse o médico da MSF. Do total de países analisados, 79% incluíram a nova droga bedaquilina nos seus protocolos nacionais e 62% incluíram o delamanid.

O problema afeta também o Brasil. “Pouca gente está conseguindo receber no país esses medicamentos novos”. Felipe Carvalho disse que não se trata de um problema de gestão, porque são remédios caros, que estão registrados em poucos países e para os quais há pouca pesquisa e informação sobre como podem ser usados. “Tem toda uma questão de mercado, que dificulta que mais gente possa ser incluída nos programas”. No Brasil, esses medicamentos não fazem parte ainda dos protocolos de saúde.

Carvalho afirmou que o acesso a medicamentos mais avançados para tratamento da tuberculose é um dos problemas a serem enfrentados pelos países. “É uma questão que também afeta o Brasil e deveria ser prioridade na agenda”, sugeriu o médico. A organização MSF defende que sejam feitas pesquisas mais colaborativas entre os países, que atestem como esses medicamentos podem ser incorporados a outros, uma vez que o tratamento é feito com vários remédios simultaneamente. “Na tuberculose, a gente usa vários medicamentos, porque a bactéria é super versátil e se adapta ao tratamento; então, tem que atacá-la com vários medicamentos de uma vez”. Sem saber como os remédios novos interagem com os outros, fica difícil fazer um novo regime para os pacientes, ponderou.

G20

Por isso, a MSF espera que na próxima reunião de lideranças do G20 (grupo que reúne as 20 principais economias industrializadas e emergentes do mundo), que ocorrerá nos dias 7 e 8 deste mês em Hamburgo, na Alemanha, que haja a percepção de que é preciso priorizar a tuberculose, o desenvolvimento de novos medicamentos, e que isso seja feito com uma abordagem também nova. “Se a gente continuar com essa mesma forma de fazer as coisas, só vai ver o problema da tuberculose crescer e ficar cada vez mais pior”.

O lançamento no Brasil, no fim de junho passado, do Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, em que o governo assumiu o compromisso de reduzir a incidência da doença, reforça a necessidade de uma nova postura na pesquisa, comentou Felipe Carvalho. O Brasil conseguiu baixar os índices de incidência de tuberculose e de mortalidade, mas novas metas foram estabelecidas pela OMS. “É um trabalho contínuo”, acrescentou.

Em termos de incidência da doença, o Brasil reduziu de 37,9 casos por 100 mil habitantes, em 2007, para 33,7 casos por 100 mil habitantes, no ano passado, e a meta é cair para dez casos por 100 mil pessoas, até 2035. Em relação à mortalidade, o compromisso assumido pelo país é chegar a menos de um óbito por 100 mil habitantes em 2035. O país reduziu o coeficiente de mortalidade de 2,6/100 mil, em 2006, para 2,3/100 mil, em 2015. O médico da MSF ressaltou, entretanto, que metas são só um estímulo. “O ideal é alcançar e ultrapassar. A gente quer que todo mundo seja atendido e curado”.

Carvalho reiterou que não basta só fazer pesquisa, mas que ela tem de ser feita de modo que os medicamentos sejam combinados desde cedo, em regimes que realmente derrotem a doença de forma rápida, sem muitos efeitos colaterais para os pacientes, com esquemas simples de usar e mais toleráveis. “A gente espera que se tiver mais cooperação no campo da pesquisa, se os países investirem mais, possa haver um tratamento que sirva para qualquer forma de tuberculose, que combata qualquer tipo da doença”.

O relatório revela que apenas 13 dos 29 países analisados, ou 45% do total, tornaram disponíveis tratamentos mais curtos para os pacientes. De acordo com o trabalho, o tratamento da tuberculose resistente que, em alguns casos, exige que o paciente tome 15 mil comprimidos em dois anos, pode reduzir esse período para nove meses, facilitando assim que essas pessoas retomem sua vida normal mais rapidamente. O Brasil está fora desse grupo de países. “O tratamento tem que ser em prazo mais curto”. Mas isso ainda está em fase de avaliação, ainda incipiente, reconheceu Carvalho. Ele considera que um tratamento longo, que não cura, “é o pior cenário possível”.

Abandono

Para o médico, um dos principais problemas é o paciente abandonar o tratamento. O relatório tem o objetivo de fazer com que os países usem as melhores ferramentas disponíveis para que os pacientes tenham resultados positivos.

Entre os pontos negativos no combate à tuberculose no Brasil, o especialista citou que o país ainda não conseguiu incorporar uma dose fixa pediátrica, isto é, uma formulação para crianças que seja mais simples de ingerir, como um comprimido único. O Brasil segue no protocolo nacional as recomendações da OMS, feitas em 2014, para o tratamento de crianças. A dose fixa foi lançada há pouco tempo no mundo, alguns países já adotaram, e o Ministério da Saúde brasileiro está analisando sua incorporação no protocolo, informou o médico. Atualmente, dependendo do peso da criança, o tratamento envolve mais de um medicamento.

A mesma dificuldade ocorre em relação aos medicamentos novos, relacionada à forma com que a inovação e o mercado em torno do tratamento da doença estão montados. Isso não é benéfico para os pacientes, disse Carvalho. “O que é inovador, o que é melhor, não está chegando para quem precisa”. A MSF defende que haja uma mudança estrutural na pesquisa e nos preços, para que ocorra uma melhora no tratamento da doença no Brasil, em especial. “Fazendo isso, o Brasil ajuda outros países também”.

A expectativa da MSF é de que o tratamento da tuberculose seja tratado na reunião de presidentes e chefes de Estado do G20 como um desafio comum, uma questão coletiva, e que haja prioridade política para o combate à doença. “Todo o arsenal que a gente tem para combater essa doença está muito limitado ainda. Se ela não virar prioridade, a situação não vai mudar. A gente espera que a reunião do G20 seja um canal para o combate à tuberculose ser colocado à mesa”.

Dados fornecidos pela MSF mostram que 10,4 milhões de pessoas com tuberculose vivem em países representados no G20. “Isso significa 54% das pessoas vivendo com tuberculose no mundo. É mais um reforço da necessidade de esses países terem algum tipo de liderança no tema”, concluiu Carvalho.

Edição: Graça Adjuto

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Como tecnologia desenvolvida na F-1 pode ajudar a salvar vidas de bebês doentes

Braço de engenharia avançada da Williams desenvolveu porta-bebê resistente a impacto usando material e tecnologia usada nos carros. 

A tecnologia da Fórmula 1 impactou muitos outros setores, da aeronáutica ao ciclismo, do transporte público à análise de dados - e agora ajuda no desenvolvimento de um carrinho especial para bebês gravemente doentes.

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Ministério da Saúde lança Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose

O Ministério da Saúde apresentou hoje (29), em Brasília, o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose. O documento, elaborado por cerca de 50 pessoas e submetido a consulta pública, busca incorporar a proteção social na agenda de combate à tuberculose, já que a doença tem forte ligação com a pobreza.

Segundo a coordenadora geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Denise Arakaki, o plano reforça ainda a importância de se incorporar as características de cada local do Brasil na formulação de políticas públicas para a área.

“Tínhamos algumas estratégias locais, mas agora elas vêm como uma recomendação nacional. Os estados e municípios precisam conhecer quais os determinantes sociais do seu local e enfrentar, via ciência social, serviço social, Bolsa Família e outros programas de benefícios sociais.”

Outro incremento é a aliança entre a pesquisa e a prática dos gestores, que promoveria “uma equidade também no planejamento”. “Ele [o gestor] tem que pensar no que ele identifica como uma lacuna na sua atividade e como ele responde àquilo. Os estados e os municípios estão fazendo imensos esforços. A pergunta é: será que os esforços estão nas ações corretas? A nossa ideia é tentar ajudar a focalizar, a otimizar os poucos recursos disponíveis na nossa rede”, disse Denise.

O gerente técnico do setor de Estratégia da Unitaid, agência internacional dedicada a facilitar o acesso de populações pobres a medicamentos para o combate à aids, tuberculose e malária, Dráurio Barreira, diz que o Brasil, que responde por 33% dos casos do continente americano, deve “fazer um dever de casa bastante solitário”.

Para ele, as mortes ocasionadas pela doença são “inaceitáveis”, diante do diagnóstico simples e do "acesso universal" ao tratamento oferecido ao doente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2015, de acordo com o Ministério da Saúde, a tuberculose provocou o óbito de 4,5 mil brasileiros.

As revisões adotadas pelo Brasil com o plano não se restringem ao âmbito nacional. Elas acompanham uma “mudança de paradigma” em escala global. No mundo, comentou Barreira, a perspectiva, até 2015, era de controlar a tuberculose. “Todos os objetivos de desenvolvimento do milênio [estabelecidas pela Organização das Nações Unidas] eram baseados em reverter e reduzir, mas era controlar. De 2015 para cá, com os objetivos de desenvolvimento sustentável, a mudança de paradigma levou à tentativa de eliminação da tuberculose e outras doenças”, esclareceu.

Ele afirmou que a meta deve ser cumprida dentro dos próximos 15 anos e que o objetivo é convencer os países a “ter determinação política de assumirem o problema da tuberculose como um problema social”.

“É óbvio que, como é uma doença de determinação social, claramente determinada pela pobreza, só a tecnologia biomédica não vai dar conta, ela ajuda e é fundamental. Mas, se você não atrelar essas medidas de suporte social, você não elimina a tuberculose, você vai continuar controlando, e não é esse o objetivo.”

Dados de 2016 da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, em 2015, 10,4 milhões de pessoas adoeceram com tuberculose e 1,1 milhão de pessoas soropositivas contraíram a doença.

O ministério informa no plano que os maiores índices de mortalidade se concentram no Rio de Janeiro e em Pernambuco, com 5 e 4,5 óbitos a cada 100 mil habitantes, respectivamente. Empatados, o Distrito Federal e o Tocantins têm as menores taxas, com 0,5. Amazonas e Rio de Janeiro são as unidades com maior risco para a doença.

Contágio e tratamento

Causada por uma bactéria chamada de bacilo de Koch, a tuberculose atinge, principalmente, os pulmões, mas pode chegar a outros órgãos. Seu principal sintoma é a tosse com ou sem catarro e que dura mais de duas semanas. A doença é transmitida apenas por via aérea, quando o doente tosse, fala ou espirra.

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Mudança climática poderia aumentar degelo na Antártida em 25% até 2100

O fenômeno da mudança climática poderia aumentar em 25% a área livre de gelo na Antártida até o fim deste século, o que provocaria efeitos drásticos na biodiversidade do continente, informaram nesta quinta-feira (29) fontes oficiais.

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Em tempo frio, saiba como se prevenir em casos de asma

O Dia Nacional de Controle da Asma, lembrado na última semana, alerta sobre os cuidados com a doença que atinge 24% da população escolar e 19% dos adolescentes, segundo grupo de trabalho de problemas respiratórios da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.

No inverno, é comum a aparição dos sintomas, já que, neste período, ocorrem mais infecções respiratórias virais, que podem desencadear crises, especialmente em crianças.

— A asma encontra-se entre os 20 principais motivos de consulta na Atenção Primária à Saúde, e é uma das principais causas de internação hospitalar no SUS, apesar de ser uma condição em que a atenção primária efetiva e a tempo pode evitar idas à emergência — afirma Maria Lucia Medeiros Lenz, médica de família e comunidade do Grupo Hospitalar Conceição.

A asma é uma doença crônica que se caracteriza por uma obstrução do fluxo de ar, que varia ao longo do tempo e de intensidade. É uma resposta exagerada das vias aéreas a determinados gatilhos.

— Além da questão genética, outros fatores podem desencadear o processo, como frio, amplitude térmica elevada, estresse, exercício e as viroses respiratórias. Não há proibição de atividades, mas deve-se evitar o fator que desencadeou o surgimento da crise — alerta Claudia Bertolasi, pediatra da Perinatal.

As principais complicações são pneumonias, evolução para doença pulmonar crônica e prejuízos do tratamento farmacológico a longo prazo.

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Canela pode reduzir efeitos de alimentos gordurosos no organismo

A canela é conhecida por seu sabor característico que dá um toque perfumado aos alimentos. Mas segundo estudo recente, a especiaria pode ser nossa aliada para reduzir os efeitos da gordura em nosso corpo.

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Tratamento de crack: especialistas explicam como funcionam abordagem, acompanhamento e redução de danos

O primeiro registro do crack no Brasil, publicado pelos jornais, é de 1991. São 26 anos da droga circulando no país, criando dependentes e formando concentrações de usuários nas chamadas cracolândias. Ainda não existe uma unanimidade sobre o tratamento: uso de medicamentos contra recaídas? Política de redução de danos? O G1ouviu três especialistas e suas experiências sobre como pode ser o caminho contra o vício.

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Cerca de 5% da população mundial consumiu drogas em 2015, diz ONU

De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas  (ONU) divulgado nesta quinta-feira (21), 5% da população mundial consumiu algum tipo de droga em 2015, o que se traduz em aproximadamente 250 milhões de pessoas, e pelo menos 190 mil morreram neste mesmo ano por causas diretas relacionadas com entorpecentes. As informações são da Agência EFE. 

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Saúde anuncia vacinação contra HPV para meninos de 11 a 15 anos

Atualmente, a vacina contra a doença já é disponibilizada em meninos de 12 e 13 anos. Até 2016, o foco da campanha eram as meninas

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Câmara aprova projeto que libera remédios para emagrecer

Texto, que vai à sanção presidencial, libera venda de medicamentos com sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol.

 

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (20) um projeto de lei que autoriza a produção, a venda e o consumo, sob prescrição médica, de remédios que tenham em sua composição as substâncias sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol, utilizadas para emagrecimento.

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Cientistas dizem que óleo de coco faz tão mal à saúde quanto gordura animal e manteiga

Apesar de ser amplamente promovido como uma opção mais saudável, o óleo de coco tem o mesmo efeito na saúde que gordura animal e manteiga, segundo um relatório recém-publicado pela Associação Cardíaca Americana.

Por ser composto de gordura saturada, o óleo de coco pode aumentar o chamado colesterol "ruim", explicam os pesquisadores.

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Japoneses criam 1º drone capaz de reproduzir imagens esféricas em voo. Aeronave da NTT DoCoMo tem 3,4 kg e pode voar a 100 metros de altura.

Uma empresa japonesa desenvolveu o primeiro drone esférico do mundo capaz de reproduzir imagens em voo, o que poderia ser usado em espetáculos, eventos esportivos e até para ajudar vítimas de catástrofes naturais.

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