Setembro Lilás: saiba mais sobre o Alzheimer

Na próxima quinta-feira (21) é celebrado o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.Durante todo este mês, conhecido como Setembro Lilás, a doença é lembrada e debatida. O alzheimer afeta, mesmo que indiretamente, todas as pessoas que convivem com alguém que a tenha. O apoio psicológico dos familiriares tem que ser especial, pois não há cura.

A presidente da Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer (APAZ), Maria Aparecida Guimarães, fala sobre o mês mundial de conscientização da doença.

De acordo com Maria, o preconceito em relação à doença ainda é muito grande.

"As pessoas não querem ouvir falar sobre a doença de alzheimer, porque é tão assustadora que as pessoas não querem nem saber. A população tem que entender a diferença entre pequenos esquecimentos e esquecimentos que atrapalham a vida das pessoas", declarou.

O esquecimento vem acompanhado de outros sintomas, como ansiedade, agitação e distúrbio do sono. O diagnóstico não é feito em apenas uma consulta.

Uma vez diagnosticada, a família precisa se preparar para enfrentar a doença e procurar uma associação que ofereça informações e apoio psicológico.

No próximo domingo (24), a APAZ fará a distribuição de material informativo sobre a doença, na Praia de Copacabana.

O Revista Brasil vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 6h, pela Rádio Nacional do Alto Solimões e às 8h, pelas rádios Nacional da AmazôniaNacional de Brasília e Nacional do Rio de Janeiro.

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Fabricação do chocolate rosa é segredo guardado a sete chaves. Produto deve se enquadrar em nova categoria de chocolate, ao lado do preto, branco e ao leite.

Poucas pessoas conhecem seu segredo de fabricação, guardado a sete chaves: obtido sem adição de aromas, ou corantes, o novo chocolate rosa de Barry Callebaut surfa na onda das novas tendências.

Um dos especialistas em chocolate de Barry Callebaut, líder mundial no processamento do cacau, trabalhava em seu laboratório em Louveers (no Eure), "quando uma de suas experiências sofreu uma reviravolta inesperada", relata Bas Smit, um dos diretores de marketing, durante uma entrevista à AFP, preservando cuidadosamente o mistério.

 

A descoberta deu início a 13 anos de pesquisas entre os ateliês do grupo na França e na Bélgica, a fim de compreender como explorar as propriedades do grão Ruby e, depois, configurar um processo de fabricação.

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Cassini: Missão de 20 anos da Nasa chega ao fim em 'grand finale'

Sonda fez seu último mergulho em direção a Saturno. Fim da missão ocorre após quase 300 órbitas em volta do planeta.

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Campanha nacional de estimulo à vacinação começa nesta segunda

Crianças e adolescentes de até 15 anos são estimulados a atualizar carteirinha de vacinação em qualquer posto de saúde até o dia 22 de setembro.

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Cigarros eletrônicos que contêm nicotina podem aumentar risco de enfarte e AVC

Cigarros eletrônicos que contêm nicotina podem aumentar os riscos de enfarte e derrames, indicam pesquisadores.

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Baleia jubarte encalha em praia de Búzios

Moradores tentaram retirar o animal da areia na manhã desta quinta

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Nutricionistas apontam alimentos que ajudam a regularizar taxas de colesterol

 A partir de agora, os cardiologistas terão novos parâmetros, mais rígidos, para delimitar a medida de colesterol ruim (LDL) em exames
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Moradores do Norte e Nordeste poderão ver eclipse parcial do sol

Está previsto para esta segunda-feira (21) um dos eventos mais fascinantes da natureza, o eclipse solar total, que ocorre quando as órbitas do sol e da lua se cruzam e o satélite passa entre o sol e a Terra.

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Inibidor do vírus Zika deve levar 10 anos para ser produzido em larga escala

Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco descobriram substância que pode bloquear o vírus Zika. Mas ainda serão necessários anos de estudo antes que a 6-metilmercaptopurina ribosídica (6MMPr) vire um medicamento a ser produzido em larga escala.

Pela descoberta,  a substância “imita” uma parte do vírus, que é inserida no genoma do zika e para a reprodução. O sucesso obtido pelos pesquisadores foi de mais de 99%.

O estudo foi publicado na última sexta-feira (11) na revista International Jornal of Antimicrobial Agents, mas a instituição divulgou somente nessa terça-feira (15) a descoberta. 

A substância, sintética, é do grupo das Tiopurinas, origem de medicamentos contra o câncer. Esse tipo específico, no entanto, nunca foi utilizado. Os pesquisadores da Fiocruz trabalhavam com a 6MMPr em um outro estudo, para combater um vírus de cachorro, a Cinomose canina. “Nós identificamos que ela tem atividade contra a Cinomose. E por ser um vírus de RNA, assim como o Zika vírus, nós formulamos a hipótese que também funcionaria contra o zika”, conta o coordenador da pesquisa, Lindomar Pena.

Para levar o estudo à frente, a equipe utilizou material e recursos humanos de outras pesquisas financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), já que, segundo Pena, no período de um ano não surgiu nenhum edital para financiamento de investigações de substâncias contra o zika.

Os testes foram feitos em células epiteliais e neurais de macacos e de humanos. A cada mil vírus, 996 deles foram eliminados com a 6MMPr, o que dá mais de 99%. “É algo impressionante. Em laboratório, a gente faz de tudo para ‘provar’ que a substância não funciona, os testes são muito rigorosos”, diz.

Foi descoberto também que quanto mais alta a dose, maior é a eficácia, e quanto mais cedo a substância começa a atuar, maior é o sucesso.

Para combater o zika, ela imita parte da estrutura do vírus para “enganá-lo”. Segundo o coordenador da pesquisa, quando o vírus está replicando seu genoma, ele precisa de pequenos blocos estruturais. Ele deu o exemplo de uma parede formada por tijolos. Seria como se a 6MMPr imitasse um dos tijolos, para que quando o zika “construísse” a parede, parasse de se replicar.

Além disso, a substância se mostrou segura para uso em células neurais. “Vai ter poucos efeitos colaterais no sistema nervoso, porque se ela fosse mais tóxica seria um alerta negativo. Ela mostra justamente o contrário, tem poucos efeitos tóxicos, comparados com células epiteliais. Em células epiteliais é menos grave”, afirmou Pena.

Caminho longo

Apesar da conquista, ainda há muitas etapas – e anos – até que a substância possa ser produzida em larga em escala como um medicamento. De acordo com Lindomar Pena, o tempo médio até que isso ocorra é de 10 anos. “Mas, por causa da importância e da gravidade do zika, pode ser que esse período possa ser reduzido pela metade”, estima.

O próximo passo é o teste em camundongos. São necessárias ainda outras duas espécies de animais até chegar ao teste em humanos. Para saber se é possível utilizar um possível medicamento em grávidas para que o bebê fique protegido, ainda será necessário fazer o teste em fêmeas prenhas. “Se for prejudicial, podemos melhorar a substância, fazendo modificações químicas. Já temos parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco para isso”.

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Na China, jovem morre em centro de tratamentos para viciados em internet

Um chinês de 18 anos foi morto dias após ser internado num centro de tratamento para viciados em internet, levantando debate sobre essas controversas instituições. De acordo com a imprensa local, o jovem tinha marcas de espancamento, e o diretor e funcionários do estabelecimentos foram detidos pela polícia.

Por causa do número alarmante de pessoas com vício em internet, surgem cada vez mais centros que prometem tratamentos para o problema, mas muitos são conhecidos pelo estilo de disciplina militar e são criticados por práticas abusivas. O último incidente aconteceu na província de Anhui, informa a BBC.

De acordo com a mãe do jovem morto, o filho desenvolveu uma adicção séria em internet e jogos eletrônicos, que ela e o marido não conseguiam resolver. Então, eles decidiram enviar o filho para um centro na cidade de Fuyang, que dizia usar uma combinação de “aconselhamento psicológico com treinamento físico” para tratar as jovens viciados.

A família deixou o filho na instituição no dia 3 de agosto, e dois dias depois foi informada que o jovem foi transportado para um hospital, onde morreu. A causa da morte é desconhecida, mas os pais afirmam que o médico que examinou o jovem teria informado que o corpo tinha mais de 20 marcas de ferimentos internos, e vários ferimentos internos.

— O corpo do meu filho estava completamente coberto por machucados, da cabeça aos pés — relatou a mãe ao jornal “Anhui Shangbao“. — Quando eu deixei o meu filho no centro ele estava bem, como ele pode ter morrido em 48 horas?

De acordo com a emissora estatal CCTV, o diretor do centro e quatro funcionários da instituição foram detidos, e o centro de tratamento foi fechado até que as investigações sejam concluídas.

Após a divulgação do caso, articulistas locais fizeram duras críticas aos centros de tratamento, pedindo ao governo mais regulação sobre o setor, mas também criticaram as famílias. Em editorial, o “Mingguang Daily” destacou que “alguns pais, quando descobrem o problema, falham em refletir sobre suas responsabilidades na educação, e em vez disso buscam terceiros para ajudar a resolver”.

E apesar da controvérsia, os centros de tratamento se multiplicam no país porque existe procura. Eles continuam populares mesmo com casos chocantes que foram revelados, como o uso de terapia de eletrochoque e espancamentos, como o do jovem na província de Anhui. No ano passado uma adolescente matou a própria mãe após ter sido enviada para um centro onde foi abusada.

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Fiocruz descobre que pernilongo pode transmitir zika

O genoma do vírus Zika, coletado no organismo de mosquitos do gênero Culex, foi sequenciado por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco. Com o sequenciamento, foi descoberto que o vírus consegue alcançar a glândula salivar do animal, o que indicaria, segundo a instituição, que o pernilongo pode ser um dos transmissores do vírus Zika.

Os resultados foram publicados hoje (9) na revista Emerging microbes & infections, do grupo Nature. O artigo é intitulado “Zika virus replication in the mosquito Culex quinquefasciatus in Brazil” e pode ser encontrado na íntegra na internet.

Os mosquitos do gênero Culex foram colhidos na Região Metropolitana do Recife, já infectados. A equipe do Departamento de Entomologia da instituição conseguiu, então, comprovar em laboratório que o vírus consegue se replicar dentro do mosquito e chegar até a glândula salivar. Foi fotografado por microscopia eletrônica, também pela primeira vez, a formação de partículas virais do Zika na glândula do inseto.

Também foi comprovada a presença de partículas do vírus na saliva expelida do Culex, coletadas pelos cientistas. De acordo com a Fiocruz, o artigo “demonstra” a possibilidade de transmissão do vírus Zika por meio do pernilongo na cidade. Será analisado agora “o conjunto de suas características fisiológicas e comportamentais, no ambiente natural, para entender o papel e a importância dessa espécie na transmissão do vírus Zika”, como informou a instituição em seu comunicado.

O genoma do zika já havia sido sequenciado em 2016 pelo Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco, em parceria com pesquisadores da Universidade de Glasgow, mas na ocasião foi usada uma amostra humana. Esse sequenciamento é uma espécie de mapa de cada gene que forma o DNA do vírus. Agora, pela primeira vez no mundo, o mapeamento é feito a partir do mosquito.

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Médicos e pacientes querem revisão no tratamento da hipertensão pulmonar

Médicos e pacientes portadores da hipertensão pulmonar pedem a revisão do protocolo nacional de tratamento da doença. Classificada como rara, a hipertensão pulmonar é grave, sem cura e acomete em torno de 60 mil pessoas no Brasil e 25 milhões no mundo.

Segundo especialistas, uma das formas mais eficazes de tratamento da doença é o uso combinado de diferentes medicamentos. No entanto, o protocolo vigente no país, editado pelo Ministério da Saúde em 2014, dá ao paciente o direito de usar apenas um medicamento por vez, impedindo a realização da chamada terapia combinada e a adoção de opções terapêuticas mais eficazes.

Em audiência pública realizada hoje (8) na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, médicos e familiares de pacientes argumentaram que a proibição restringe as possibilidades de sobrevivência dos pacientes.

“Não é possível tratar o problema com medicação exclusiva (...). A revisão do protocolo é essencial para o bom cuidado dos nossos pacientes”, disse Verônica Amado, pneumologista da Universidade de Brasília e integrante da Comissão de Circulação Pulmonar da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Segundo a pneumologista, no protocolo também não consta um dos tipos de hipertensão pulmonar que apresenta melhor chance de cura, a tromboembólica crônica. O documento ainda exige que o tratamento só tenha início se o paciente se submeter a um teste de esforço, uma caminhada de seis minutos, procedimento que não encontra respaldo nas pesquisas acerca do tema, conforme explicou a médica.

A presidente da Associação Brasileira de Amigos e Familiares de Portadores de Hipertensão Pulmonar (Abraf), Paula Menezes, destacou também que o protocolo brasileiro indica o uso de quatro medicamentos e nem todos estão disponíveis para comercialização no país. Por outro lado, existem 14 medicamentos voltados para tratamento específico da hipertensão pulmonar, alguns deles já aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que o paciente só tem acesso gratuito se recorrer à justiça.

Paula argumenta que o protocolo, da forma como está, não atende às necessidades dos pacientes e os condena a um tratamento sem sucesso. “O fato de termos um protocolo nacional sem dúvida é um avanço. Mas esse protocolo passou a ser objeto de temor tanto dos médicos quanto dos pacientes. (…) O paciente de uma doença crônica e rara que precisa de mais de um medicamento para sobreviver está condenado a morte com o protocolo em vigor”, declarou.

Segundo Paula, a judicialização tem sido o único meio de sobrevivência dos pacientes. Para compensar a falta de assistência pública, a Abraf busca melhorias neste cenário e luta por avanços no tratamento e cuidado dos pacientes. O grupo foi criado depois que a mãe de Paula foi diagnosticada com hipertensão pulmonar já na fase avançada da doença.

“Minha mãe foi diagnosticada com a doença em 2005, mas com a demora no diagnóstico e a falta de opções terapêuticas na época, ela faleceu em 2007. (…) Eu tinha 22 anos quanto eu tive que parar de trabalhar para cuidar da minha mãe, fiquei doente, meu pai teve um infarto. É impossível um cuidador de paciente crônico se manter são”, relatou Paula.

Diagnóstico

A hipertensão pulmonar é uma condição que pode estar associada a outras doenças, como cardiopatias congênitas ou retroviroses, entrou outras. Mas também pode ser do tipo idiopática, que não tem causa conhecida. Cada variação da hipertensão demanda uma abordagem diferente de tratamento.

De uma forma geral, a doença se caracteriza pelo aumento da pressão arterial no processo de circulação pulmonar, devido a uma constrição e diminuição do diâmetro dos vasos que irrigam os pulmões.

Os principais sintomas são: cansaço, tontura, inchaço, desmaio e dor torácica. Segundo a pneumologista Verônica, a investigação da doença é feita a partir de uma lista grande de exames, principalmente o cateterismo, mas o diagnóstico geralmente é tardio.

“São sintomas muito inespecíficos e o paciente tarda muito para ser diagnosticado e tratado. E aí, o que acontece? Existe uma doença grave por trás que está progredindo e que quanto mais precocemente tratada, melhor será”, alertou a pneumologista.

A prevalência da doença é de 15 casos por milhão de pessoas, principalmente entre mulheres. A idade média dos pacientes é 46 anos e, no caso do tipo idiopático, é de 39,8 anos. Atualmente, a sobrevida de pessoas diagnosticadas com HP é em média de três anos.

“São pacientes jovens, em fase reprodutiva, muito frequentemente com suas famílias em início de desenvolvimento (….) Essa doença é muito grave, que tem um prognóstico tão sombrio, tão ruim quanto boa parte dos cânceres. No entanto, o câncer assusta muito mais quando a gente fala, causa mais impacto e a possibilidade terapêutica parece mais ampla pra esses pacientes do que os da hipertensão pulmonar, que tem características tão importantes”, declarou a pneumologista.

Resposta tardia

A revisão do protocolo deve ser feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). O órgão é responsável por assessorar o Ministério da Saúde na decisão de incorporar, excluir ou alterar tecnologias em saúde disponibilizadas pelo SUS.

Segundo o diretor da comissão, Daniel Zanetti, qualquer mudança nos protocolos deve ser baseada em evidências científicas, que comprovem a eficácia e a segurança dos novos medicamentos, e em estudos de avaliação econômica, que relacionem o custo-benefício do tratamento sugerido.

Há ainda a necessidade de realização de consulta pública. A comissão, que é composta por especialistas de diferentes instituições, entre elas a Anvisa, tem o prazo de 180 dias, prorrogáveis por mais 90, para avaliar as sugestões de revisão do protocolo.

No caso do protocolo da hipertensão pulmonar, a enquete pública foi finalizada em outubro do ano passado e a previsão dada pelo Ministério da Saúde é de que a revisão teria início a partir de 2018. A pneumologista Verônica alertou que no prazo de um ano, cerca de 10% dos pacientes com hipertensão pulmonar morreram.

O representante da comissão explicou que o protocolo já está em fase de atualização e ressaltou que o processo é longo e complexo. “Hoje nós temos 70 protocolos sendo atualizados pela Conitec, o que demanda um tempo razoável, porque temos a necessidade de passar esses protocolos por metodologistas (…). É um processo longo, é necessário levantar todas as evidências pra verificar se, de fato, os medicamentos apontados dão segurança, mas ele [o protocolo] já está em fase de atualização”, explicou.

Integrantes da Comissão de Seguridade Social pediram que os especialistas façam um relatório apontando as falhas e erros técnicos do protocolo. A comissão deve encaminhar o documento como uma denúncia ao Ministério da Saúde e pedir a atualização imediata do protocolo.

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Mães com doenças infecciosas podem manter amamentação durante tratamento

Nem todas as mães com doenças infecciosas devem interromper a amamentação de seus filhos, principalmente nos seis primeiros meses de vida. A contraindicação do aleitamento materno para mães com doenças transmissíveis, como tuberculose, hanseníase, influenza, entre outras, é desnecessária em muitos casos por falta de conhecimento, alerta a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Aproveitando as campanhas de agosto, considerado o mês “dourado” para a amamentação, a Sociedade atualizou o guia de orientação sobre a relação entre doenças infecciosas e o aleitamento materno.  O argumento dos pediatras é de que a amamentação oferece muito mais benefícios do que riscos à vida da criança.

O guia classifica os diferentes tipos de infecção causadas por bactérias, parasitas ou vírus e orienta sobre a conduta que deve ser tomada em cada caso. “As doenças infecciosas precisam sempre ser atualizadas, porque novas pesquisas científicas são feitas e condutas anteriores, consideradas adequadas, podem mudar ao longo do tempo”, explica Graciete Vieira, uma das pediatras responsáveis pelo guia.

O documento foi elaborado pelo Departamento Científico de Aleitamento Materno da SBP, com o objetivo de orientar pediatras e profissionais de saúde na tomada da decisão pela interrupção ou manutenção do aleitamento, nos casos em que a mãe está infectada por alguma doença transmissível.

 De acordo com o guia, o profissional de saúde deve se esforçar para que não seja feita a interrupção desnecessária do aleitamento materno. "Existe muita contraindicação desnecessária, então, de posse do conhecimento, é possível manter a amamentação, mesmo no caso de a mãe ser portadora de alguma doença infecciosa. Há um número muito limitado de doenças em que a amamentação está contraindicada” esclareceu a pediatra.

Segundo a médica, no Brasil, somente as mulheres portadoras do HIV (vírus da imunodeficiência humana) e do HTLV (vírus T-linfotrópico humano) têm contraindicação para amamentar os filhos. A restrição para essas doenças, no entanto, não é obrigatória em todos os países, que adotam a recomendação geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Em outras partes do mundo, mesmo a mãe com HIV pode amamentar, e é recomendável amamentar com leite materno exclusivo. Ou seja, sem chá, água ou outro alimento, porque se você usar leite materno com outro alimento, pode determinar um processo inflamatório digestivo e favorecer a aquisição do vírus. Por outro lado, o leite materno exclusivo dará anticorpos e fatores de proteção contra doenças”, acrescentou Graciete.

Cuidados

Doenças como rubéola, caxumba, varicela ou catapora, influenza do tipo 1, estafilococos, streptococos, coqueluche, diarreia e até a tuberculose, entre outras, não apresentam o agente infeccioso no leite humano. Muitas são transmitidas pelo contato da criança com secreções nasais e da pele da mãe. Nesses casos, a mãe pode tomar alguns cuidados para não interromper a alimentação da criança com o leite materno.

“Por exemplo, no caso da tuberculose, ela é transmitida por gotículas respiratórias, o bacilo vai estar presente nas gotículas de espirro ou de tosse. Não está presente no leite materno, mas é preciso alguns cuidados. Se a mãe está fazendo uso de medicamentos contra tuberculose e já faz uso há duas semanas, ela pode amamentar sem problemas. Mas, se for antes dessas duas semanas, ela tem que fazer isolamento respiratório, pode amamentar com máscaras para evitar que essa criança se infeccione”, orienta a médica.

Ela acrescenta que, durante o isolamento da tuberculose ou de qualquer outra doença que demande tratamento específico, como a hanseníase, a mãe pode retirar o leite e oferecê-lo na forma crua, sem o processo de pasteurização, para o recém-nascido. A retirada deve ser feita de sete a oito vezes por dia para que a mãe mantenha a lactação e não cesse a produção de leite depois que estiver curada.

A SBP alerta que mesmo no caso das doenças em que o vírus se aloja no leite, há a possibilidade de manter o aleitamento. É o caso da zika, chicungunya, dengue e febre amarela, por exemplo.

“A presença de partículas virais no leite não significa que a doença vai ser transmitida para a criança. Ela vai ingerir essas partículas junto com o leite materno, elas vão passar pelo estômago, sofrer a ação do próprio suco gástrico e enzimas, e assim, perdem o poder de infecção”, lembrou Graciete Vieira.

Outros tipos de condutas que podem ser adotados por mães lactantes e garantir a amamentação com segurança são o uso da imunoglobulina, a vacinação da criança logo após o nascimento no caso de pacientes com hepatite B, o uso de máscaras e a lavagem constante das mãos.

Mais informações a respeito das doenças e das contraindicações para o aleitamento podem ser vistas diretamente no documento, disponível no site da SBP.

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Humanidade aumenta degradação do planeta Terra, dizem ambientalistas

O ser humano está exaurindo os recursos naturais do planeta Terra em uma velocidade superior ao que a natureza consegue se recompor, colocando em risco a qualidade de vida das próximas gerações. O alerta foi feito por ambientalistas nesta quarta-feira (2), que marca o Dia de Sobrecarga da Terra. Para dar visibilidade ao tema, houve atividades e debates em vários países. No Brasil, um dos eventos ocorreu no Museu do Amanhã, com transmissão simultânea pela internet.

“Estamos em um momento em que precisamos dar uma virada. Mudar o jogo na relação sociedade versus natureza. Temos uma janela de oportunidade de 10 ou 20 anos para reagirmos. Se isto não acontecer, as condições de vida no planeta vão estar comprometidas”, disse o diretor-geral do World Wildlife Found – WWF Brasil, Maurício Voivodic.

Segundo Voivodic, é preciso haver reflexão sobre os padrões de consumo de nossa sociedade. Uma das principais questões no Brasil, segundo ele, é debater o uso do solo para a agropecuária, que gera desmatamentos para plantações e criação de gado.

“A gente está indo ladeira abaixo. É preciso parar de converter os ecossistemas. Temos que mudar a produção, sem ir para cima dos ambientes naturais”, disse o diretor da WWF, que também apontou o aumento no desmatamento em unidades de conservação no país por falta de proteção. “Não basta criar. Temos que fortalecer e consolidar as unidades de conservação”.

A velocidade de degradação do planeta e dos biomas brasileiros também preocupa o ambientalista Bráulio Dias, ex-secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU. Ele demonstrou que grande parte dos ambientes naturais brasileiros já foram devastados, com destaque para a Mata Atlântica, que perdeu 78% de sua área original, o Cerrado (perda de 50%) e a Floresta Amazônica (perda de 19%).

“Tem sido difícil criar unidades de conservação no Brasil. Temos mais de mil espécies de nossa fauna ameaçadas de extinção”, alertou Bráulio. Ele apontou que cerca de 50% das unidades não têm funcionários suficientes, o que coloca em risco as áreas protegidas, deixadas à mercê de invasões de grileiros de terras, que transformam as matas em pastagens e plantações.

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Médicos alertam para doenças que podem ser identificadas pela urina

Pode parecer inusitado, mas a urina é um termômetro para avaliar como anda nosso organismo. A partir da coloração dela é possível identificar a presença de algumas doenças, como pedra nos rins e até câncer de bexiga. Sua composição está ligada também ao que comemos e ao uso de algumas medicações. Por isso, em parte dos casos, a alteração não deve ser motivo para grande preocupação.

Mas é importante estar ligado para perceber se algo estiver fora do padrão. Assim, detecta-se precocemente uma patologia que pode ser tratada com maior antecedência e bons resultados.

— Outro sinal de alerta é o cheiro. O paciente pode apresentar uma urina com odores característicos, como de amônia, um cheiro forte, que pode significar infecção, ou um adocicado, que pode ser diabetes. A urina normal deve ter um tom amarelo claro, não pode ter resíduos, nem ser leitosa ou densa — explica o urologista Alex Meller, da Clínica Unix.

Ente os casos mais graves, explica o médico, está a urina com sangue, por ser um risco de uma neoplasia, ou seja, um câncer de bexiga. Proteína na urina também é algo grave, pelo risco de uma insuficiência renal, em que o rim para de funcionar.

                   

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Pesquisadores da Fiocruz desenvolvem nova metodologia para tratamento do câncer

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveu uma nova metodologia, inédita no mundo, para o tratamento do câncer. Análises feitas pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), responsável pela aceleração de processos de inovação na área, permitiram traçar o perfil molecular do tumor e do tecido saudável de cada indivíduo.

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RJ realiza transplante de fígado com o doador do órgão mais velho do país

Doador de 89 anos com diagnóstico de morte cerebral é o mais velho já registrado no RJ: fígado doado foi implantado em paciente inscrito na lista única do Programa Estadual de Transplantes, que registra marca história deste tipo de procedimento no estado

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Estudo diz que injeção mensal contra HIV pode substituir tratamento diário

Uma injeção mensal de antirretroviral, em vez de um comprimido por dia, pode ser suficiente para os portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) manterem a infecção sob controle. É o que indica um estudo divulgado hoje (24) na nona edição da Conferência de Investigação sobre o HIV, organizada pela Sociedade Internacional contra a Aids. A informação é da EFE.

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Saúde no frio: como evitar o choque térmico?

O corpo trabalha muito para manter a temperatura de 36 graus. A maioria das pessoas não terá problemas com choque térmico. Em geral, é preciso ter cuidado maior com crianças e idosos.

No frio é mais comum acontecer o choque térmico e isso não é brincadeira. Para conversar sobre isso, o Bem Estar desta sexta-feira (21) convidou a otorrinolaringologista Mariana Pinna para explicar como se proteger. O médico socorrista Jorge Ribera deu dicas de segurança e salvamento.

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ONU: Mundo reduziu quase pela metade as mortes por aids desde 2005

Um novo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) revela uma queda de quase 50% no número de mortes pela doença desde 2005, quando 1,9 milhão de pessoas perderam a vida por causa da epidemia em todo o mundo. No ano passado, foram apenas 1 milhão de pessoas. A informação é da ONU News.

Além disso, o tratamento avançou: mais da metade dos 36,7 milhões de soropositivos estavam recebendo medicamentos contra o vírus em 2016. Isso representa 53% de pacientes tomando antiretrovirais e com uma "expectativa de vida quase normal".

O vice-diretor executivo do Unaids, Luiz Loures, em Nova York, alertou contudo que os progressos não devem servir como desculpa para baixar a guarda no combate ao vírus. "Com decisão política, com o envolvimento de comunidades e com os recursos necessários, cada vez mais nós estamos convencidos que podemos chegar ao fim da epidemia”, falou.

Segundo ele, a boa notícia hoje é em relação ao avanço espetacular no tratamento da doença. “O número de pessoas tratadas hoje no mundo é quase de 20 milhões, o que nos dá sem dúvida a esperança. Nós estamos no ritmo para se alcançar a meta  de ter 30 milhões de pessoas em tratamento em 2020, para a partir daí chegarmos a 2030 com essa epidemia sob controle."

África lidera

Os objetivos das Nações Unidas para o combate a Aids conhecidos pela sigla 90-90-90 pretendem que pelo menos 90% das pessoas com HIV sejam diagnosticadas, 90% destas recebam a terapia e que desse grupo 90% de pessoas tenham a infecção suprimida até 2020. Atualmente o desempenho alcançado é de 70-77-82 respectivamente.

O documento da Unaids indica que a África lidera o caminho na redução de novas infecções por HIV, ao baixar esse índice em cerca de 30% desde 2010. Desde esse período, Malauí, Moçambique, Uganda e Zimbábue reduziram as novas infecções em quase 40%. Contudo, de acordo com o relatório Fim da Aids: Avanços em direção às metas 90-90-90 o tratamento inadequado causou um aumento acentuado de mortes no norte da África, no Oriente Médio, na Ásia e na Europa Oriental.

Segundo o documento a expectativa de vida dos soropositivos aumentou em 10 anos na última década.  Luiz Loures destacou o exemplo do Brasil, que foi pioneiro nos sucessos de combate à epidemia.

"Em quase todos os países existe o desafio das novas infeções entre jovens. Mas essa é uma tendência mundial que tanto na África, no Brasil, na Europa ou nos Estados Unidos merece atenção especial. Se eu vejo hoje a epidemia da Aids entre jovens, eu diria que é mais global do que nunca. Nós estamos observando um risco acentuado em relação à epidemia entre jovens em todos os países, independente se eles estão no norte ou no sul."

O número de mortes vinculadas à aids na América Latina diminuiu, em 12% entre os anos 2000 e 2016, apesar dos dados preocupantes em países como a Bolívia, Guatemala, Paraguai e Uruguai.

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